“Another war in the paper today…”

Essa foi a frase dita pelo Filhote ontem, quando pedi que ele pegasse o Washington Post que deixam na nossa porta todos os dias. O jornal vem enrolado dentro de um plástico e o que ele viu foi um foto sobre o que aconteceu na  5a feira, no Texas.

A casualidade com que ele falou foi o que me chamou atenção. Porque a violência parece estar embutida nas pessoas… Ficou banal.  Quando ontem soube de mortos na Florida, por um homem que atirou aleatoriamente, me senti paranóica por ter segurado a porta para que um homem entrasse na escola do Filhote. Normalmente é preciso tocar uma campainha e alguém na secretaria abre a porta. Não que haja algum tipo de segurança para entrar na escola mas pensar que qualquer pessoa pode entrar me deixou apreensiva.

Hoje, uma das manchetes do Washington Post é que o nível de desemprego nos EUA passou dos 10%. Tempos difíceis, com certeza. Tempo para continuar banalizando a violência? Com certeza que não. Embora parece que tenhamos nos adaptado a violência ao invés do repudio, da prevenção…

Situação antiga, sem soluções novas…

15 das maiores cidades têm um veículo para cada dois habitantes

02/11/09 – 08h54 – Atualizado em 02/11/09 – 09h41

15 das maiores cidades têm um veículo para cada dois habitantes

Curitiba, Ribeirão Preto e Goiânia têm, proporcionalmente, maiores frotas.
SP tem um veículo a cada 1,8 habitante. Rio tem 1 para cada 3 pessoas.

Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo

Trânsito na cidade de São Paulo no começo da semana (Foto: Werther Santana / Agência Estado)

Em 15 das maiores cidades brasileiras, a quantidade de veículos corresponde a pelo menos metade da população, ou seja, um carro para cada dois habitantes, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O G1 fez o levantamento em todas as capitais e nas cidades com mais de 400 mil habitantes – ao todo são 58 municípios. A reportagem utilizou os dados mais recentes da frota nacional (referentes a maio de 2009) e da estimativa populacional do IBGE (realizada neste ano).

 

Quatro cidades têm um veículo para cada 1,6 habitante: Curitiba (PR), Goiânia (GO), Ribeirão Preto e São José do Rio Preto (SP).

Florianópolis (SC), Campinas e Santo André (SP) têm um veículo para cada 1,7 habitante. A capital paulista tem um para cada 1,8 habitante.

Caxias do Sul (RS), Santos, São Bernardo do Campo (SP) e Londrina (PR) tem um veículo para cada 1,9 habitante. Joinvile (SC), Palmas (TO) e Sorocaba (SP) têm exatamente um veículo para cada dois moradores.

As capitais Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Porto Alegre (RS), por exemplo, registram um veículo para pouco mais de dois habitantes. Veja tabela abaixo com os dados de todas as cidades maiores de 400 mil habitantes – as capitais estão em negrito.

Cidades com mais veículos por habitante
Cidade População 2009 Frota 2009 Habitantes por veículo
Curitiba (PR) 1.851.215 1.154.438 1,60
RIbeirão Preto (SP) 563.107 346.411 1,62
Goiânia (GO) 1.281.975 769.165 1,66
São José do Rio Preto (SP) 419.632 251.433 1,66
Campinas (SP) 1.064.669 623.001 1,70
Florianópolis (SC) 408.161 232.087 1,75
Santo André (SP) 673.396 376.152 1,79
São Paulo (SP) 11.037.593 5.951.686 1,85
Santos (SP) 417.098 218.715 1,90
Caxias do Sul 410.166 213.480 1,92
Londrina 510.707 264.464 1,93
São Bernardo do Campo (SP) 810.979 405.728 1,99
Joinville (SC) 497.331 247.143 2,01
Palmas (TO) 188.645 92.290 2,04
Sorocaba (SP) 584.313 280.319 2,08
Belo Horizonte (MG) 2.452.617 1.149.737 2,13
Vitória (ES) 320.156 147.401 2,17
São José dos Campos (SP) 615.871 281.049 2,19
Porto Alegre (RS) 1.436.123 653.329 2,19
Campo Grande (MS) 755.107 341.772 2,20
Brasília (DF) 2.606.885 1.096.293 2,37
Uberlândia (MG) 634.345 263.021 2,41
Cuiabá (MT) 550.562 224.838 2,44
Niterói (RJ) 479.384 190.529 2,51
Osasco (SP) 718.646 258.506 2,77
Boa Vista (RR) 266.901 91.867 2,90
Vila Velha (ES) 413.548 138.034 2,99
Contagem (MG) 625.393 203.067 3,07
Aracaju (SE) 544.039 175.321 3,10
Porto Velho(RO) 382.829 121.085 3,16
Mauá (SP) 417.458 132.027 3,16
Rio de Janeiro (RJ) 6.186.710 1.882.679 3,28
Natal (RN) 806.203 241.619 3,33
Juiz de Fora (MG) 526.706 157.681 3,34
Guarulhos (SP) 1.299.283 386.927 3,35
Teresina (PI) 802.537 227.516 3,52
Rio Branco (AC) 305.954 85.389 3,58
Campos dos Goytacazes (RJ) 434.008 120.737 3,59
Recife (PE) 1.561.659 427.861 3,64
João Pessoa (PB) 702.235 191.769 3,66
Aparecida de Goiânia (GO) 510.770 129.760 3,93
Serra (ES) 404.688 102.246 3,95
Fortaleza (CE) 2.505.552 609.312 4,11
Feira de Santana (BA) 591.707 133.966 4,41
Betim (MG) 441.748 99.099 4,45
Manaus (AM) 1.738.641 383.933 4,52
Macapá (AP) 366.484 75.743 4,83
São Luís (MA) 997.098 201.702 4,94
Salvador (BA) 2.998.056 568.148 5,27
Maceió (AL) 936.314 174.735 5,35
Belém (PA) 1.437.600 246.777 5,82
Duque de Caxias (RJ) 872.762 141.217 6,18
São João do Meriti (RJ) 469.827 75.641 6,21
São Gonçalo (RJ) 991.382 152.478 6,50
Jaboatão dos Guararapes (PE) 687.688 102.519 6,70
Nova Iguaçu (RJ) 865.089 128.582 6,72
Ananindeua (PA) 505.512 54.776 9,22
Belford Roxo (RJ) 501.544 47.277 10,60
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Departamento Nacional de Trânsito

Para Maurício Broinizi, coordenador-executivo do Movimento Nossa São Paulo, entidade que atua pela redução do uso de veículos na capital paulista, é preciso considerar que parte dos veículos informados pelo Denatran não está mais em circulação.

“Os Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) têm grande dificuldade em dar baixa nos veículos fora de circulação. Ainda assim, um veículo a cada dois habitantes é muita coisa. Se considerar a população total, não somente a adulta que tem carta de motorista, temos um número exagerado de automóveis.”

Broinizi afirma que a única solução para reduzir a quantidade de automóveis em circulação é a melhoria do transporte público coletivo.

 


“Em São Paulo, o metrô está abarrotado no horário de pico. Os ônibus estão mal avaliados. O transporte público coletivo, que está rodando com sua capacidade máxima, é a única solução para esta questão. As pessoas têm o direito de ter carro, o grande problema é usar como meio de transporte. E complica o sistema viário da cidade, que não suporta a frota que tem. É preciso solução que atraia o usuário para o transporte público.”

O coordenador do Movimento Nossa São Paulo disse que a cidade de Curitiba (PR) é um exemplo de que a quantidade de carros pode ser contornada com oferta de transporte público.

“Em Curitiba, por mais que o número de carros por habitante seja mais elevado, não se utiliza o carro como transporte diário. Em São Paulo, tem uma classe média que vê o transporte público como ruim. E, de fato, não oferece um bom serviço. Em Curitiba aconteceu o contrário. A cidade foi exemplo para várias outras do mundo e o transporte público é visto pela população de outra forma.”

O advogado Marcelo Araújo, especialista em trânsito e assessor jurídico do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) do Paraná, concorda que, em Curitiba, o fato de existir um veículo para cada 1,6 habitante não acarreta influência negativa no trânsito local.

“Há um número alto de locadoras que registram os veículos na cidade por conta do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor) mais barato. Além disso, nem todos os veículos estão circulando. Tem muitas pessoas com mais de um veículo e não sai com todos ao mesmo tempo. (…) Em Curitiba você tem um trânsito que em alguns lugares e horários se torna problemático, mas não significa um trânsito parado, como em São Paulo.”

Araújo diz que o transporte público colabora para que o trânsito flua bem na cidade.

 

Taxa baixa

A cidade do Rio de Janeiro, a segunda mais populosa do país, tem um índice de 3,2 pessoas para cada veículo. Mas, na avaliação do professor Paulo César Ribeiro, do Programa de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a proporção deve subir em alguns anos.

“Essa taxa que é mais baixa do que em outras capitais em alguns anos deve alcançar taxas como a de São Paulo. Hoje o trânsito flui, mas tem ficado cada vez mais congestionado. O horário de pico se ampliou e o trânsito tem se espalhado por mais ruas. E isso deve piorar.”

Ribeiro também avalia que a única solução é o investimento em transporte público de qualidade para que as pessoas optem por deixar o carro em casa.

O especialista em trânsito Cyro Vidal, que foi diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo por dez anos e participou da elaboração do Código Brasileiro de Trânsito, acrescenta ainda que não se pode deixar de lado a discussão sobre a substituição da frota antiga.

“E aí vem a dificuldade porque eles (poder público) não sabem o que fazer com esses veículos antigos, mas é preciso discutir o problema.

Dirigir NÃO é (e não deveria ser) um privilégio

É isso que a indústria automobilística, a OPEC e o governo querem que você acredite.

Pense bem.

Eu não fiz pesquisa  nenhuma, as conclusões são minhas.

Aqui na América, berço da indústria automobilística, as pessoas não votam mas podem começar a dirigir com 16 anos. Digamos que essa pessoa troque de carro de 3 em 3 anos, pra alavancar economia, you know, be a good citizen e tudo isso que dizem, sem falar na independência e no status, claro! Não sejamos tão ingênuos em acreditar que as pessoas só compram um carro para se locomoverem! Bom, se a pessoa dirigir até os 70 anos, ela terá tido 19 carros ao longo da vida. Claro que isso pode não ser real mas a indústria automobilística bem que gostaria que fosse…

Esses carros serão revendidos para aqueles que não podem trocar de carro com tanta frequencia e esses carros rodarão e poluirão por mais alguns anos.

Um bem que ao ser retirado da revendedora já vale 30% menos. Diferentemente de uma casa, não se pode “melhorar” um carro pra fazê-lo mais rentável. Não que eu saiba, anyway.

Em alguns países como o Brasil, por exemplo, o mercado de carros usados é enorme e pode até haver rentabilidade na revenda. Mas isso faz a frota mais velha, mais caótica, mais perigosa e mais poluente…

Dizem que no Brasil mais gente morre em acidentes de trânsito do que em guerras…

Aqui em DC, por mais que haja incentivo para um sistema de carona (carpool), mais e mais pessoas dirigem sozinhas e passam muito mais tempo no trânsito.

Se apenas dirigissem, tudo bem, mas comem, bebem, leem jornal, falam ao telefone, mandam torpedos, passam maquiagem e até amamentam!

E o custo? Sem falar no preço do carro. Tem o seguro, os impostos, a gasolina, a limpeza, o estacionamneto, pedágios,  as revisões. Esses são gastos controláveis. Mas basta um arranhão, um defeito e lá se vai mais dinheiro.

Os perigos de dirigir: envolver-se em acidentes, ser assaltado, ter o carro roubado. Matar. Morrer.

O stress. Esse então é imensurável. E as pessoas se transformam quando estão dirigindo. Ficam agressivas, xingam, se metem em brigas. Quem dirige e nuna se aborreceu? Tá pra nascer.

Aqui na América gostam muito de dizer que as cidades não foram feitas pra quem não dirige. E, por isso, a pessoa é obrigada a ter um carro? Não podem optar por uma forma de transporte público? Quem paga os impostos que financiam as estradas? Porque quanto mais estradas, mais carros. É uma bola de neve.

E tem também uma atitude egoísta no ato de dirigir. Deve haver estudos sobre isso, com certeza.

Enfim, eu não me sinto obrigada a nada disso. Não acredito que um carro lhe traga mais liberdade do que apurrinhações.

E os incentivos não devem valorizar somente os motoristas mas também pedestres e usuários de transporte público.

Afinal nascemo com duas pernas e não com quatro rodas…

 

 

 

Tirando da forca

O condomínio onde moramos fica em frente a uma estação de metrô. Para chegar até lá, é preciso atravessar uma rua bem movimentada. Há um sinal de pedestres que deve levar cerca de uns 3 minutos para abrir pra quem quer atravessar. Mesmo assim, aqueles que estão indo tirar alguém da forca – porque acho que só isso explica a pressa louca dessas pessoas – começam a atravessar no meio do  carros. Até guardrail tem, pra evitar isso mas os apressados pulam…

Como caminhamos pra escola e precisamos atravessar essa rua, todos os dias presencio esses atos de pressa insana que põe quem dirige e quem está à pé, em perigo.

Enquanto isso, aguardamos o sinal de pedestres abrir e, mesmo assim, atravessamos com cuidado.

Ah, daqui a pouco vão dizer que atravessar a rua no meio doa carros é cultural…

crosswalk

Legado

Está sendo fascinante  ver o progresso do Filhote na escola. Em dois meses ele já escreve o próprio nome sem inverter as letras, canta a música do alfabeto (embora diga A, quando chega no T…), rima, conta, escreve.

Tem duas fases na vida da criança que afetam muito os pais. Quando eles aprendem a ver as horas e quando aprendem e ler e escrever.

Então fiquei aqui pensando o que ele vai pensar sobre as coisas que escrevo aqui. Pensamentos meus e algumas coisas sobre ele. Fico imaginando qual será a reação…

 

Caminhos

Eu me considero uma pessoa extremamente cetica.

Acho que  a primeira decisao sensata que tive foi aos 12 anos, quando me recusei a fazer a primeira comunhao. Moravamos com minha avo materna, em Belo Horizonte, e minha irma e irmao mais novos comecaram as aulas e eu falei pra minha avo que eu achava que ninguem tinha que ir a igreja obrigado. Via como era com meus primos. Todo domingo um drama pra pararem de brincar e se vestirem para ir  a missa.

Religiao nunca fez parte da minha vida e essas justificativas que as pessoas tem para acontecimentos bons e ruins pra mim tem outro significado: eh a vida que escolhemos levar.

Vejam bem, essa eh uma opcao minha e respeito as escolhas de cada um.

Hoje e dia me sinto tao tranquila em relacao a certas escolhas que fiz. Passou aquele rush, aquele eu preciso disso, eu quero aquilo pra ser feliz.

Parece bla, bla, bla, nao?

Mas depois do 40 da pra olhar pra tras e perceber um certo pattern de acontecimentos, de escolhas, de resultados. Acho isso tudo muito interessante.

Dinheiro, definitivamente, atrapalha mais que ajuda. Nao me entendam mal, dinheiro demais, daquele que nao cura doencas, nem faz desse nosso mundo um mundo melhor. Dinheiro tambem tem medida certa. Eh preciso nao ter demais pra poder apreciar.

Saude. Fundamental. Seja mental, seja fisica. O melhor eh o bom equilibrio entre as duas.

Uma atividade remunerada que proporcione tempo pra coisas importantes, como familia e amigos. De preferencia lago que fazemos com dedicacao, competencia e profissionalismo.

Felicidade, tao simples e tao complicada. Ou a fazemos complicada, quando esta ali, ao alcance.

Enfim, muitas consideracoes a serem feitas. Menos eh mais, basta saber escolher

Eh cultural!

Ah, entao fica ai a justificativa!

O chefe que grita com a funcionaria e a trata mal.

O chefe que nao gosta de funcionarios gordos.

Nao cumprimentar pessoas que estao abaixo de sua camada social.

Falar alto pra chamar a atencao.

Arrotar e cuspir em lugares publicos.

Estar mal vestida(o) para um evento social.

Nao respeitar normas locais.

Furar fila.

Nao agradecer/responder a um convite.

Falar palavrao a torto e a direito.

E a lista eh longa!

Pra mim, isso tem outro nome…

Tão bom fazermos o que gostamos

Em pensar que no final de 2001 eu ainda estava resisitindo as câmaras digitais… Que começei a blogar em 2007, a usar o FaceBook em 2008 e o Twitter em 2009…

Mas quando olho pra trás percebo que sempre gostei de me comunicatr, de transmitir o que sei, de dividir, de ajudar. Acredito que o fato de eu ser bibliotecária me inspira em querer saber, em querer resolver e organizar.

Não dá pra negar que a tecnologia está aqui pra ficar então eu me arrisco com essas ferramentas de comunicação social. Não custa nada aprender e, hoje mesmo estava vendo vagas para pessoas que trabalham nessa área e fiquei muito interessada.

Uma boa oportunidade que em apareceu foi de organizar as fotos digitais de uma família. Em 10 horas de trabalho deu pra criar mais de 30 álbuns, com mais de 3.000 fotos, criar um site para divulgá-las. A senhora que me contratou está tão feliz! É um trabalho muito bom e recompensador. Quem sabe eu consigo fazer só isso? Não custa imaginar : )

social_media_2

Imagem

Sobrevivendo ao despatriamento: Blogagem Coletiva

expat

Salva pelo fuso horário!

Tinha me esquecido da blogagem coletiva mas como a Ciça me deixou um comentário, me dei conta que ainda dava tempo!

Fui procurar saber de onde surgiu esse termo. Do Latin ex (fora) e patria (pais). Em inglês se diz expatriate mas como o americano adora encurtar as coisa, dizem expat.

Sem nem saber, quando vim morar aqui na América em 1982, me tornei uma expatriada. Nos anos 80s, pré-tecnológicos (nem fax existia!), onde dependíamos de telefonemas caros e do correio lento, acho que a sensação de espatriamento poderia ser muita mais sentida. No meu caso, ainda aliáva-se  a idade (16 anos), pra ser do contra e detestar o que nem conhecia…

Hoje, quando me deparo com adultos espatriados que dizem não conseguir se adaptar ao frio, aos costumes, a língua, fico um pouco surpresa. Até porque (creio eu, que na maioria dos casos) o espatriado está no país estrangeiro porque quer.

Eu mesma já escrevi vários posts aqui entitulados “coisas (da América) que não entendo”.

5 Piscina

4 Imposto de renda

3 Dirigir em DC

2 Comida

1 Descartáveis

Não entender não quer dizer não aceitar.

A minha atitude em relação a morar na América como residente permanente (permanent resident) é muito simples. Estou aqui por livre e espontanea vontade.  Trabalho. Meu filho nasceu aqui. Tenho senso crítico, obviamente mas não vivo, exclusivamente, de criticar. Nem a América, nem o Brasil. Encaro a situação como tendo o melhor dos dois mundos. Não me sinto despatriada hora nenhuma. Nem pela minha aparência, nem pelo meu sotaque, nem pelo meu status social. Pra mim é uma questão de atitude. E, ao contrário do que muitos brasileiros(as) pensam, muitos de nós estamos aqui para estender a mão aos récem-chegados e não virar as costas.

Abaixo, o texto da Ciça:

Somos turistas e estrangeiros em praticamente todo mundo. Para muitos isso soa como aventura, novos povos, mundo, cultura… já para outras é um verdadeiro desafio a ser vencido em nome da felicidade.

Tudo começou com um despretensioso post aqui  nesse despretensioso blog. A repercursao foi maior a esperada e assim nasceu essa Blogagem Coletiva (ou quase coletiva, pois quem nao postou hoje, pode postar ainda e me avisar para ser linkado).

A Meiroca e a Mi me chamaram atenção para o termo despatriado/expatriado, nós somos é multipatriados. Vocês tem razão meninas. Temos nossa Pátria Mãe, a Filha da Mãe e alguns, como eu, ainda tem a Pátria Madrasta (no bom sentido da palavra). Aceita-las e ama-las como elas são é o segredo da minha felicidade. E se eu posso, vocês também podem!

Se dê ao trabalho de passar no blog de cada um aqui listado e perceba TODOS de uma forma ou de outra falamos a mesma coisa… batemos nas mesmas teclas: integração, respeito, aprender a língua, trabalhar, crescer, estudar, amar… Não deve ser a toa! Está tudo nas nossas/suas mãos.

Agradeço imensamente a todos os que participaram. Linkem esse post em seus blogs para facilitar as buscas, coloquem o selinho da Blogagem em seus sidebar, mostrem e iluminem o caminho, um dia eramos nós lá no começo dele!

Rio Twenty Sixteen!!!

Será que em outras línguas também se lê o ano assim? Vinte dezesseis ao invés de dois mil e dezesseis? Pergunta retórica, tá?

Eu só fui me dar conta de que o Rio estava concorrendo porque minha irmã que mora em Chicago foi procurada pela rede de tv ABC para falar da questão de ser brasileira  e morar em Chicago. Ainda mais depois que Michelle e Barack (sentiram a intimidade?) decidiram ir a Copenhagen para fazer um lobby básico por Chicago. Acho que ficou provado que ser presidente da maior potência do planeta não necessariamente ajuda…

Bom, vou deixar aqui vários links que contam bem como minha irmã se sentiu sendo carioca, morando  em Chicago e com o coração dividido:

Entrevista com a ABC7, de Chicago – Aqui é preciso procurar o video certo e não sei se a entrevista ainda está disponível…

Fotos tiradas pela NPR

Entrevista com a NPR (começa no minuto 19:15 e acaba no 24:50)

Matéria no Chigaco Tribune

Matéria da ABC7

Depois eu volto pra falar do complexo de inferioridade do Lula. E acho que ele não está sozinho… And I am NOT speaking for myself.

google rio 2016Homenagem do Google (obrigada, Rosana)

Próxima Página »


TWITTER – O QUE EU ESTOU FAZENDO?

E HOJE É DIA…

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

TQG STATS:

  • 91,437 já clicaram aqui desde abril de 2007!

TQG POR MÊS/ANO!

CATEGORIAS TQG: