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Boys will be boys?

Nunca pensei que genero foi se  tornar um tema logo tao cedo na vida do meu Filhote.

Na verdade torna-se na hora que optamos por saber o sexo do bebe e escolhemos seu nome e fazemos planos.

Como bem disse bem a Ana Claudia Bessa do Futuro do Presente, tem pais que tem a “sorte” de ter “bons” filhos, que sao educados, que nao dao trabalho. Os pais nao levam credito por nada, eh mera sorte…

O que aconteceu foi que ele bateu num colega e como a professora viu e ele negou, teve que ir pra sala da diretora junto com os outros dois meninos envolvidos. Ligaram pra mim pra explicar o que tinha acontecido e quando falei com ele pelo telefone, vi que ele ja estava tao arrependido.

Fui busca-lo quando as aulas terminaram, deixei que ele me explicasse o que tinha acontecido e conversamos bastante. Ele estava bem preocupado e assustado em voltar pra escola no dia seguinte. Fiz o possivel para tranquiliza-lo mas sem diminuir o que havia acontecido. Ja bem tarde, antes de dormir, escrevi um email para a professora, contando sobre a reacao dele e que como haviamos conversado e que como ele havia  entendido que errou, pedido desculpas e dito que nao deixaria acontecer de novo, que ele nao teria motivos para ter medo de voltar pra escola. O importante eh admitir o erro, repara-lo e seguir em frente. E que eu havia concordado com ela e com as medidas tomadas pela escola.

Ai recebo o telefonema de uma das maes, exasperada, que meninos brincam assim, de bater uns nos outros, que o filho dela nao tinha feito nada de errado, que a professora eh que esta cansada por ser fim do ano letivo e desconta nos alunos, que a escola esta sendo intransigente e rigorosa e que, por isso, o filho dela nao foi pra escola no dia seguinte ao incidente.

Bom, levando em conta que venho de um pais onde reina a impunidade e que optei por morar num pais onde respeita-se as regras porque ha consequencias, educo o meu filho para essa realidade.

Num momento das vidas de tantos alunos onde o bullying prevalece.

Onde um menino de 6 apanhou de um de 14, no Colegio Sao Bento e a escola optou por mascarar os fatos.

Nao eh porque ele eh menino que achar que bater num colega de classe eh uma brincadeira, que todos os meninos se comportam assim. Num mundo onde ha tanta violencia domestica, onde meninos morrem mais cedo do que meninas, eu vou incentivar o meu filho a  brincar de bater? A violencia ja anda tao banalizada que nao eh dentro da minha propria casa que vou criar o estimulo.

Nao, boys should NOT be boys! Devem ser cidadaos, com caracter, com educacao, com consideracao. Com pais que se importam, que ouvem os dois lados e que optam por fazer o que eh certo

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Nuances…

Sempre que venho ao Brasil as comparações com a América são inevitáveis. Por mais difícil e injusto que seja comparar laranjas com maçãs…

Dessa vez não me perguntaram sobre a economia americana. Só sobre o primeiro ano de governo do Obama. Bom, ele não é mágico e nem se propôs a fazer milagres. Então, tempo ao tempo.

O Brasil, por sua vez, parece voltar a viver os anos do milagre econômico da década de 70. Pra fente Brasil. A media internacional está em polvorosa. Lula foi eleito o homem do ano.

Na minha constatação de brasileira, o Brasil continua o mesmo. O mesmo da minha realidade de quem vem aqui de férias mas sempre volta pra casa. Afinal a América já é minha casa há 9 anos e já sou até residente permanente. Usufruo do bom sistema de educação pública do condado onde moro, conto com segurança e serviços de emergência e com um bom sistema de transporte público. To say the least.

Numa conversa com uma amiga em 2005, ela me disse que um casal, morando em Brasilia (Plano Piloto), com 1 filho pequeno, com os dois trabalhando, pagando aluguel/condomínio, empregada, babá e as despesas do dia-a-dia, pra viver com conforto era preciso ter uma renda mensal de R$13.000,00 (US$7.000,00 com o dólar a 1.7). Cinco anos depois (2010), numa conversa parecida, uma prima que mora em Ipanema, com 1 filha em idade escolar, com os dois trabalhando, pagando aluguel/condomínio, empregada, babá e as despesas do dia-a-dia, pra viver com conforto era preciso ter uma renda mensal de R$20.000,00 (US$12.000,00 com o dólar a 1.7).

Claro que não é isso que a imprensa internacional anuncia. Com certeza que as camadas C & D estão se beneficiando de juros mais baixos, financiamentos, acesso a alguma tecnologia. E as camadas A & B que não querem ser associadas com as inferiores, seguem suas vidas como dantes. Isso é o que percebo e pode estar longe da verdade. Mas minha irmã que esteve no interior do Maranhão me fala da probreza e da falta de estrutura e até do abandono da capital, São Luiz. Quando penso que o presidente do Senado vem de lá e que no ano de 2009 balançou e quase caiu da esfera do poder, parece não fazer muito pelo povo do seu estado… Esse é o Brasil que percebo.

Uma outra prima me diz estar cansada da realidade onde concursadados trabalham duas vezes por semana. Como profissionla liberal, ela tem três empregos. Minha leitura: o concursado vai dizer, faça como eu e passe num concurso. Quanto a trabalhar só duas vezes por semana, faz parte do sistema… Eu disse pra essa minha prima que se ela acha que não consegue mudar nada, que ensine aos filhos a mudar. A repensar. A questionar. A votar com consciência. A participar.

Em 2009 o povo americano foi pra rua querer saber sobre as mudanças nos planos de saúde propostas pelo governo Obama. Idosos, jovens, brancos, negros. Se movidos pela ignorância não sei mas determinados a entender a complicada mudança. De uma certa forma me pareceu mesquinho que quem já tenha plano de saúde não queira mudanças para que os planos alcancem todos. Ao mesmo tempo muitos se mobilizaram para explicar as mudanças, forneceram email e telefone dos representantes no congresso americano.

Quando li as declarações do Lula de que “Todo mundo quer feira, mas não na porta de casa. Todo mundo quer ponto de ônibus, mas não na porta de casa”.”Pobre é bom para ver em filme”, não pude deixar de concordar. O Brasil não é politicamente correto, não quer a convivência pacífica de classes. Nossa bagagem cutural é essa.

Infelizmente!

Sacando as diferenças

Como não tenho carro, faço compras de comida no supermercado coreano que fica a 10 minutos aqui de casa.

Filhote sempre me acompanha e gosta de ir comigo pra me ajudar e pra ver o vários tipos de peixes que tem lá, em aquários.

Ele vai no carrinho e eu levo um carrinho de compras com rodinhas. Chegando lá, vamos colocando as compras  nesse carrinho.

Ele me ajuda a pegar os sacos plásticos e a escolher as frutas e verduras e, claro, passamos na seção de cereias e biscoitos que, felizmente, não tem nem um quinto do que teria num supermercado tradicional americano. Então a tentação cai pra zero. Maravilha.

Depois ele me ajuda a colocar tudo na esteira do caixa e o empacotador coloca as compras de volta no carrinho.

A volta já fica mais pesada… Eu tenho que empurrar Filhote no carrinho que agora tem atrelado o carrinho de compras cheio de coisas.

Nesse dia que fomos tive que fazer um desvio porque aqui pensam que nascemos com 4 rodas, ao invés de 2 pernas e interditam uma calçada achando que o pedestre que se dane e vá andar no meio da rua. Isso me deixa com uma raiva!  Acho o cúmulo do desrespeito!

Nos meses que passamos em Brasília, Filhote foi várias vezes ao supermercado com minha mãe, num esquema bem parecido. Ela ia emprurrando o carrinho, chegavam lá, faziam as compras e, depois, vinha o rapaz do supermercado entregar tudo em casa (de graça – compras acima de R$50,00). A Marina recebia as compras e guardava tudo.

Então, depois da nossa aventura, Filhote vira pra mim e diz:

Mãe, to shop in Brazil is much more easier! (sic)

Agora vai explicar pra uma criança de 5 anos o porquê…

PS: Meu carrinho de compras é do estilo abaixo. Só que é florido e não rosa.

carrinho de compras

Imagem

Constatações…

eu tenho pele localizada… o resto tá meio que tomada pela gordura e a famigerada celulite…

meu cartão passou a ser de dívídas e não de crédito…

E a crise?

Essa tem sido a pergunta que mais ouvi desde que cheguei.

Acho curisoso já que nós, brasileiros, somos experts em crises.

Mas quando estamos longe, parece que o problema é maior mesmo.

Pra quem lê os jornais e  vê televisão nos Estados Unidos, a crise americana é deprimente, parece que o mundo vai acabar.

E, de fato, essa deve ser a sensação de quem perde o emprego, a casa e se vê sem saída…

Em quaisquer circunstâncias, em qualquer país, perder o emprego e a casa e não ter perspectiva de melhoras, é muito ruim.

Como moro na capital do país, uma área afluente, nota-se menos crise. Embora haja muitas placas de foreclosure em casas, as pessoas continuam comprando, viajando, levando suas vidas normalmente. Minha amiga americana começou a se sentir culpada por consumir tanto quando tanta gente começou a passar necessidade. Consumir faz parte da cultura, fim de ano, Natal, o comércio implorando ao consumidor pra não deixar de gastar. E convenhamos que gastar nos EUA é fácil.

Então, pra mim, a crise virá aos poucos. Na falta de subsídios federais, estaduais e dos condados. Nada de aumento salarial pra professores, paramédicos, policias. Menos incentivos para atividades extracurriculares nas escolas.

Tudo isso a longo prazo, empobrece a todos. Ricos e menos abastados…

Gostaria de acreditar que as safety nets americanas são fortes e que mitos poderão contar com elas.

Se o Obama vai ter solução pra tudo isso também não sei. Ele foi eleito presidente e não mágico…

FELIZ ANO NOVO!

Quando Washington parece Brasilia – parte 2

As últimas capas do Washington Post mais parecem capas  dos principais jornais brasileiros nos anos 80-90, quando as delegações do FMI chegavam a Brasilia pra ditar o que deveria ser feito com a economia brasileira.

Bush passou pra segunda linha e quem “manda”agora são os chefões do FED, o Secretário do Tesauro e demais engravatados do mundo financeiro.

Fala-se do congelamento das poupanças, indexação da economia, desvalorização do dólar… É… Quem sabe os americanos tem algo a aprender conosco agora?

Enquanto isso me candidatei a fazer campanha pro Obama. Não posso votar mas posso falar com as pessoas do meu condomínio. A vitória de Obama no estado de Virginia decidirá a eleição, segundo o voluntário que fazia campanha porta-a-porta.

O primeiro debate presidencial será no dia 26 de setembo. Abaixo, em inglês, datas e temas:

Here is a break down of what each debate will consist of:

1. First Presidential Debate:
Date: September 26 – Site: University of Mississippi – Topic: Foreign Policy & National Security – Moderator: Jim Lehrer – Staging: Podium debate – Answer Format: The debate will be broken into nine, 9-minute segments. The moderator will introduce a topic and allow each candidate 2 minutes to comment. After these initial answers, the moderator will facilitate an open discussion of the topic for the remaining 5 minutes, ensuring that both candidates receive an equal amount of time to comment

2. Vice Presidential Debate
Date: October 2nd – Site: Washington University (St. Louis) – Moderator: Gwen Ifill – Staging/Answer Format: Debate will consist of both foreign and domestic policy questions asked by the moderator. Format will be similar to the presidential debates.

3. Second Presidential Debate
Date: October 7 – Site: Belmont University – Moderator: Tom Brokaw – Staging: Town Hall debate – Format: The moderator will call on members of the audience (and draw questions from the internet). Each candidate will have 2 minutes to respond to each question. Following those initial answers, the moderator will invite the candidates to respond to the previous answers, for a total of 1 minute, ensuring that both candidates receive an equal amount of time to comment. In the spirit of the Town Hall, all questions will come from the audience (or internet), and not the moderator.

4. Third Presidential Debate
Date: October 15 – Site: Hofstra University – Topic: Domestic and Economic Issues – Moderator: Bob Schieffer – Staging: Candidates will be seated at a table – Answer Format: Same as First Presidential Debate – Closing Statements: At the end of this debate (only) each candidate shall have the opportunity for a 90 second closing statement.


All four debates will begin at 9pm ET, 6pm PT and last for 90 minutes. Both campaigns also agreed to accept the CPD’s participation rules for third-party candidate participation. Third-party candidates will be included if they poll 15% or above in at least 5 national polls.

Each debate will be broadcast on the major broadcast networks, including CBS, NBC, ABC, and FOX. They will also be aired on cable news channels such as CNN, MSNBC, Fox News, and C-SPAN.

Quando Washington parece Brasilia…

Ou será quando os EUA parecem o Brasil?

De uns tempos pra cá ao ler o Washington Post, tinha a impressão de estar lendo algum jornal brasileiro:

Casos de corrupação no governo…

Ineficiência governamental…

Pobres ficando mais pobres e ricos ficando mais ricos…

Escolas públicas ineficientes e violentas…

O editoral de capa do Washington Post de hoje trata da interferência e da ajuda financeira que o governo Bush está dando ao mercado financeiro americano e chega a mencionar Brasília como um capital onde isso acontece sempre, dada as longas tradições e instintos socialitas. E não só creditados ao Brasil mas também a Rússia, França e China.

Quem te viu e quem te vê!

Foram apenas 29 BILHÕES de dólares que o Fed, o Banco Central americano, concordou em emprestar ai J.P. Morgan Chase para a compra do Bear Sterns, com o valor e termos ditados elo Fed. So much for the laissez-faire americano… E diga-se the passagem, o Bear Sterns meteu os pés pelas mãos e agora pracisa ser salvo por um governo que admite ter exagerado na desregulamentação de vários setores da economia.

Segundo o editorial, os americanos podem esperar que o governo arque com, no mínimo, 25 BILHÕES de dólarse (podendo chegar a 50!) para ajudar o setor automobilístico.

Adivinhem quem vai pagar a conta?

Nós brasileiros estamos vacinados… Americanos, sei não…


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E HOJE É DIA…

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