Eu não sei se mais alguém teve a mesma impressão que eu tive… Achei que a Malia, filha mais velha do Obama ficou com aquele ar blase, de queria estar em qualquer lugar, menos naquela visita a Ghana… Ela poderia estar cansada, com certeza mas, pra mim, o que marcou foi a atitude. Procurei por fotos que indicassem isso mas nenhuma mostra o rosto dela, como vi pela tv.
Desde que meu Filhote começou a falar com fluência, que eu resolvi que certas palavras não cabiam no vocabulário dele:
- Boring
- Whatever
- I don’t care
- Stupid
- Palavrões
- Chato
- Bobo
Assim como arrotar em público as long as you say you are sorry, it’s ok… No, it’s NOT!
Por que?
Primeiro porque eu acho que são palavras que ele não entende e que veem carregadas de atitude. E atitude é tudo. É como você começa o seu dia. É a velha história do copo quase vazio e do copo quase cheio. É a maneira como encaremos viver. Então procuro mostrar ao meu filho que optar por fazer o certo, o que é honesto, o que é para o bem público e para a felicidade dele, que é o que importa.
Coincidentemente aluguei um filme interessantíssimo chamado The Edukators. Infelizmente o DVD do Netflix estava com problema e não tocou a última parte … Mas que deu pra imaginar como deve ter terminado. O filme é alemão e fala sobre três jovens idealistas, nos dias de hoje. Não entram em detalhes do porquê nenhum dos três tem contato com suas famílias e os dois rapazes moram num apto. em condições precárias.
Todos os três, em torno dos vinte anos, parecem jovens inteligentes e que trabalham. Os rapazes optam por entrar na casa de pessoas ricas e mudar os móveis de lugar e deixar bilhetes dizendo que as pessoas tem dinheiro demais. É a maneira que eles encontram de chocar a sociedade, sem serem agressivos, usando de violência. Até que algo dá errado e afloram os sentimentos que passam por todos nós, independentemente de idealismos, raça, cor, crença, status social: medo, vingança, amor, paixão, raiva, inveja e por aí vai.
O que me chamou atenção foi a necessidade desses jovens de manter um ideal ultrapassado como usar camiseta do Tche, de achar que riscar uma Mercedez é a maneira correta de ficar even.
Os diálogos são bem bolados e levam o espectador a refletir e tem também o ator Daniel Brühl, que é uma graça!

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